SALINAS PARÁ: Promotoria Militar vai investigar comportamento de PMs de serviço e de folga em manifestação: Veja o vídeo!

Durante ato em Salinas, havia um policial militar de folga que teria agredido e ameaçado manifestantes, mas não foi contido pelos demais policiais acompanhavam o ato
O homem armado, no meio do ato, em Salinas, se identificou, em vídeo gravado por ele mesmo, como soldado da PM.

A Promotoria de Justiça Militar, do Ministério Público do Estado do Pará (MPPA), vai determinar a instauração de inquérito policial militar (IPM) para investigar a conduta de policiais militares, durante um ato pela abertura das praias, em Salinópolis. O caso ocorreu nesta quinta-feira (11), na rodovia PA-124. Na ocasião, um servidor, que se identifica em um vídeo como "soldado Giusti", reconhece que é policial e que ele é quem estava exibindo uma arma de fogo no meio dos manifestantes. 

VEJA O MOMENTO EM QUE O POLICIAL EMPUNHA A ARMA NO ATO:

Durante o ato, vários comerciantes e turistas interditaram a pista, pedindo a reabertura das praias de Salinópolis. O suposto soldado queria passar com o carro dele, um Mercedes C200 (placa OTW-0009) — modelo 2013, veículo de valor médio superior a R$ 100 mil, dependendo  do estado de conservação — e foi impedido pelos manifestantes. Diante da insistência e comportamento agressivo, o carro foi atingido por chutes e arranhado. Ele desceu do veículo com arma de fogo em punho e ameaçou algumas pessoas.

Os policiais militares que estavam atendendo à ocorrência nada fizeram. Quando ele entrou no carro novamente, voltou a ameaçar uma mulher, que filmava o veículo para registrar ocorrência numa delegacia. Devido à falta de atitude dos policiais, desde aquele momento se especulava que ele fosse policial. No vídeo, o homem reconhece que estava de folga e que estava indo para a casa dele, em Salinópolis. E que os policiais que estava na operação eram colegas dele.

Armando Brasil, promotor de Justiça Militar, identifica algumas coisas que serão investigadas no IPM. A primeira, explica, é a prevaricação dos policiais que viram um homem armado e ameaçando pessoas, mas não tomaram nenhuma atitude. A segunda é que o suposto policial estava de folga, à paisana, logo, não poderia exibir arma de fogo em público, contrariando o Estatuto do Desarmamento e será verificado se essa arma é funcional da PM do Pará. Por fim, observa o promotor, compreender esse patrimônio, que parece incompatível com a remuneração de um soldado da PM: carro no valor de R$ 100 mil e casa de praia em Salinópolis.

"Vou determinar a instauração de inquérito policial militar, a fim de apurar esse fato. Além da conduta dos PMs, que viram esse PM armado, fora de serviço, e se quedaram inertes. Esse PM colocou a vida dele e das outras pessoas em risco. De folga, ele não pode exibir arma de fogo, principalmente em meio a multidão. É crime previsto no Estatuto do Desarmamento", observou Armando Brasil.

Em nota, a PMPA informou que "

...já identificou o militar que aparece no vídeo e que abriu Inquérito Policial Militar (IPM) para apurar o caso. A Corporação ressalta que não compactua com qualquer desvio de conduta por parte dos seus agentes e que preza pela conduta ética, característica essencial para o exercício da profissão dentro da Instituição".

Fonte: O Liberal em 12/06/2020 as 08h33

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